Eu fui um suicida em outra vida

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A minha teoria é simples, numa vida passada, se é que isso realmente exista, eu fui um suicida.

Existe sentido no que penso e do ponto de vista dessa vida atual isso é uma noticia otimista. Eu nunca antes havia correlacionado isso, porém, sempre soube e algumas vezes repeti para outras pessoas que alguma religião – acho que o espiritismo, mas posso estar enganado, não importa qual seja – prega que duas pessoas que se odiaram e se prejudicaram muito numa vida passada teriam na próxima vida uma relação muito intima como mãe e filha pra que tendo essa relação elas se perdoassem e se livrassem daquele sentimento negativo da briga e da discórdia, e assim, tudo o que sou hoje pode ser influenciado por algo que fui numa vida passada e me analisando friamente eu vejo que sou o reflexo inverso de um suicida.

Minha teoria é baseada nos meus ideais, hábitos, gostos e atitudes. Sou totalmente pró-vida. Eu jamais me suicidaria, e mais do que isso, jamais permitiria que ninguém o fizesse. Apenas o fato de imaginar que qualquer conhecido meu possa se suicidar me traz culpa e remorso por não estar fazendo tudo que posso pra ajudar essa pessoa a tomar um caminho diferente. Tamanha é a minha perplexidade quanto ao assunto e as virtudes vindas do suicídio.

Os meus gostos musicais são basicamente dois pilares. o primeiro sendo amores que acabaram, pois pior que amores que não deram certo, os amores que acabaram são os que machucam por que poderiam ter dado certo, mas acabou a vontade, acabou a força. O que pode refletir a covardia que foi com os que me amavam, e que assim sendo tudo que eu aprecio hoje é conseguir sentir esse sentimento de empatia. E, sendo o segundo pilar músicas sobre melancolia, pois melancolia é a não só a tristeza momentânea como é a da morte, mas é como a morte de um ente querido, aquela perda que gruda na sua alma e que você sabe que não vai mais deixar de fazer parte de você, assim como eu sei que é toda essa tristeza que eu carrego por mais que eu sorria e realmente tenha momentos de felicidade passageira, e isso, poderia ser mais uma “punição” por toda a melancolia que eu criei em todos os que me amavam.

Do meu caráter quase sempre duvidoso se destaca esse senso de sacrifício que eu tenho, essa vontade imensurável de viver e morrer por algo alem de mim mesmo. Essa minha preocupação e culpa por  vidas que não são minhas, como de entes próximos como mãe e pai, assim como de pessoas que me relaciono e crio laços como amigos, e isso vem em mim desde muito novo. Talvez isso seja também uma lição, uma lição do quão egoísta foi da minha parte ter abandonado todos eles, os entes próximos como mãe e pai, que não preciso explicar o quanto se importam, como também os amigos e até desconhecidos que a gente sempre pensa que não se importam, mas que tem de alguma forma um carinho por nós que as faz se importar e assim este ato ter sido covarde a elas também.

E tendo eu chegado a tais conclusões passadas me pego refletindo o futuro. Se o que existiu para que eu estar aqui hoje foi uma vida passada então há de vir uma vida futura, e se vindo ela a mim sendo eu hoje alguém que valoriza e evangeliza as coisas que realmente importam em suas essencialidades, terei uma ascendência para algo melhor que essa existência?

Parte de mim espera que sim, s outra parte nem acredita em metade de tudo que acabei de dissertar.

 

About all that:

Não há como fugir de mim, não dá
O corpo relaxa, a mente não
Beirando a exaustão da
Beirando a exaustão da alma (alma)

A piscina e o Karma – Supercombo

 

Nota do autor: Eu sou esse cara que escreve mas gosto ainda mais de ser o cara que ouve, e qualquer pessoa que tenha lido o que escrevi e queira falar saiba que eu estou totalmente disposto a ouvir, e, mesmo não podendo prometer ajudar prometo me importar. Sei como as vezes bastava que se importassem mais, um pouco mais, tão pouco mais.

Listen: 

Friend, Please [LEGENDADO]

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4 comentários em “Eu fui um suicida em outra vida

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  1. Oi, tudo bem? Li seu texto e só gostaria de dizer que não acredito em carma. Portanto não acredito que você foi um suicida e que por esse motivo tem tamanho amor a sua vida e a dos demais. Acho que aceitar sua porção humana e ser afetivo com sua sensibilidade, não deve vir carregado de culpa ou justificativa.Que bom que você se importa e carrega esse sentimento com você. Um abraço!

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  2. Oi, li teu texto e o que dizes sobre poder ser do espiritismo, seja a visão de alguém sobre esta filosofia. bom seria leres o Livro dos Espíritos de Alan Kardec para poderes compreender sobre tudo isto de vida, pós vida e vida anterior. Abraço. Obrigada por teres me lido.

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