Quero ser uma lembrança boa

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Em um momento cotidiano uma frase num espanhol mal dito é pronunciada. Tamanha é sua estranheza que todos os presentes riem.

Eis que se diz:

– Dona Yolanda está se remoendo no túmulo ouvindo essa sua pronuncia Fillipe.

Todos riem novamente.

–  Quantos de vocês conheceram ela? Quase ninguém… ela era uma maluca, foi a professora de espanhol dele. Usava tanto perfume que se chegasse na estação a gente já conseguia sentir o perfume dela aqui.

Dessa vez só os que a conheceram riem.

Outras histórias, sempre mais engraçadas para quem a conhecia, mas de modo geral engraçadas, foram contadas a respeito de Dona Yolanda. Assim, boas risadas continuaram sendo dadas. Até que em dado momento, recuperando o fôlego pós risadas foi dito a respeito de Dona Yolanda:

– Mas ela era muito gente fina né… Sim, ela realmente era.

Os que a conheceram sorriram, dessa vez discretamente. Com olhares distantes só eles sabem quantas memórias eles reviveram naquele instante.

Será que um dia eu serei isso?

Que existirão conversas, que dirão: “Lembra como o Fernando era…” e após isso uma conversa se seguirá com risadas, descrições dos defeitos que eu tenho e não reparo e ao fim disso virá um: ” … mas ele era muito gente fina né? Sim ele era.”.

Eu não sei, mas eu quero.

Talvez você nem se lembre mais
Dos dias que nós deixamos pra trás
Do seu lado eu cresci
Do seu lado eu chorei ao seu lado eu sorri (…)

Zimbra

 

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3 comentários em “Quero ser uma lembrança boa

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